terça-feira, 15 de novembro de 2011

ORIENTAÇÃO


Orientação

Você já parou para pensar no termo orientar-se. Vem da palavra oriente que olhando etimologicamente significaria  do latim oriens, ‘o sol nascente’, de orior, orire, ‘surgir, tornar-se visível’, palavra da qual nos vem também ‘origem’. A palavra ocidente nos vem do latim occidens, ‘o sol poente’, de occ-cidere, de op, ‘embaixo etc’, e cadere, ‘cair’. Seríamos induzidos ao seguinte entendimento: da mesma maneira que o sol nasce no Oriente, morre no Ocidente.
Quanto a palavra norte ela é um verbete de origem anglo-saxônica que se refere ao ponto de convergência de todos os meridianos terrestres.
Assim por analogia é comum nós ouvirmos comentários do tipo “esse menino está desorientado” ou ainda “você me parece desnorteado”. É esse o sentimento das pessoas quando perdem uma referência, é assim que ficam nossos filhos quando não lhes damos uma verdadeira direção, e quando não conseguimos convencê-los daquilo em que acreditamos. Meu pai nunca foi um homem de letras, mas sempre me ensinou algumas coisas que me marcaram e levarei para o resto de meus dias, sempre me ensinou a cumprir com os compromissos por mais árduos que eles fossem, e a nunca me atrasar quando marcar horários. Me ensinou que o respeito é algo que se conquista, ensinou-me que palavra dada é palavra empenhada, sempre me disse que educação era o maior tesouro que se pode das a alguém, nunca me faltaram livros, poderia até faltar brinquedos, mas não livros. E tudo isso ele não me ensinou com palavras, mas sim com exemplos. Outro dia passando os olhos pelo blog da Professora Jussara, desse educandário, encontrei um texto de Ruben Alves que se intitulava: A vida e a Manga onde o autor hábil como nunca consegue de uma situação corriqueira tirar lição para uma vida inteira, sobre a importância do diálogo, da ética, dos valores, dos contra-valores, de não ser pelego de governos antidemocráticos, e não ser refém de salários que compram nossa liberdade de escolha, ter a consciência limpa, conseguir dormir tranqüilo de que fez a coisa certa, ter brio, ter hombridade. Para não perderemos o norte bastam essas pequenas coisas. E mais tenho amigos que o tempo por ser indelével jamais separou, assim nem o tempo apaga os grandes amigos. E para pensar ainda mais nas coisas que acredito enquanto educador na área da Geografia, ouso dizer que das vozes dos outros eu levo a palavra, levo o que disseram e que os comprometem pois uma palavra uma vez dita não pode ser engolida, se for escrita ela poderá até ser apagada, mas nunca se apagará na mente daquele que ouviu, e as vezes ouvimos impropérios daqueles que outrora admirávamos. Dos sonhos dos outros eu tiro a razão, pois o que são os nossos sonhos, são os sonhos daqueles que ousaram sonhar antes de nós, e que tipo de sonhos eu tenho?  Aquele que meus pensamentos selecionam como bons e aptos a me fazer bem, ou não. Dos olhos dos outros eu vejo os meus erros, observo quando me criticam, sei reconhecer quando estou errado, sei voltar atrás e dizer me perdoe pois errei, mas também sou taxativo quando amparado naquilo que é bom e direito para a classe a que pertenço, e talvez por isso entendo um pouco nosso tempo, pois entendo que deva existir ética até entre bandidos, entre governos corruptos e seus lacaios e pelegos e por fim das tantas saudades eu guardo a paixão...
Professor Francisco – Licenciado em Geografia pela Univali

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